Dentre todos os candidatos que disputam uma das duas vagas para o Senado pelo RN, a deputada federal Zenaide Maia (PHS) é a que está mais cercada por polêmicas. A parlamentar teve seu nome envolvido em escândalos de servidores fantasmas; teve parentes denunciados em esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro; além de deixar um rastro de transtornos para proprietários de imóveis da Coophab, da qual ela era sócio-fundadora.
Apesar de se colocar como uma candidata contra a corrupção, Zenaide viu seu sobrinho Gledson Maia ser acusado na Operação Via Ápia, de 2010, que apurou desvios de recursos de obras executadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no RN. O Ministério Público Federal estima um desvio de R$ 13,9 milhões em propinas.
Em acordo de delação, Gledson acusou João Maia, irmão de Zenaide, como receptor de parte das propinas. João foi acusado pelos crimes de peculato, corrupção passiva, associação criminosa, crimes contra licitações e lavagem de dinheiro. Ele virou réu na sequência das investigações, na Operação Via Trajana, deflagrada em julho deste ano, assim como seu sobrinho Robson Maia. Gledson, por sua vez, foi condenado pela Justiça a quatro anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime aberto.
Outro irmão de Zenaide, Agaciel Maia teve participação no chamado “Escândalo dos Atos Secretos”, que consistiu na não publicação de uma série de atos administrativos do Senado, de onde Agaciel era diretor-geral. Ele, que é atualmente deputado distrital no Distrito Federal, foi condenado por improbidade administrativa.
Conforme a acusação, ao impedir a publicação dos atos, Agaciel e senadores que compunham a Mesa Diretora tentavam evitar que o público tivesse conhecimento sobre irregularidades como nomeação de parentes para cargos comissionados, criação ilegal de cargos e liberação de vantagens indevidas para funcionários.



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