O candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) sofreu um atentado durante ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele foi esfaqueado enquanto era carregado por apoiadores e foi retirado com urgência do ato.
“Não se sabe a gravidade ainda ou o que está acontecendo”, disse o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho de Jair.
O candidato foi encaminhado para a Santa Casa de Juiz de Fora. Segundo a PM, um suspeito foi detido, mas ainda não foi identificado.
Flavio, outro filho do candidato, disse que o caso não é grave é pede orações. “Jair Bolsonaro sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele pesa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!”.
A Polícia Federal, que acompanha todos os candidatos à presidência, informou o governo Temer de que o Jair Bolsonaro passa bem, e que deverá deixar o hospital ainda nesta quinta-feira, 6. Autor do ataque a faca está preso.
Segundo a PM de Juiz de Fora, o suspeito de esfaquear o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) é Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos.
“O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato”, afirmou a Polícia Federal.
O filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro enviou um áudio a militantes do PSL logo após o atentado ao pai. “Graças a Deus ele está bem”, diz o deputado no áudio. “Está tudo bem com ele, ele está em Juiz de Fora, foi medicado lá. Foi só susto. Mas quero pedir que intensifiquem as orações por nós”, ele diz.
Atualização às 17h09: De acordo com a Folha de S. Paulo, Bolsonaro (PSL) foi encaminhado ao centro cirúrgico da Santa casa de Juiz de Fora. Relatos dão conta de que a perfuração atingiu o fígado e de que ele perdeu sangue.
Atualização às 17h22: Segundo relatos de médicos de Juiz de Fora sob a condição de anonimato à Folha, Jair Bolsonaro está sendo submetido a uma laparotomia exploratória, cirurgia feita para verificar se houve danos mais graves na cavidade abdominal. A princípio, o ferimento é superficial e o caso não é grave.
Repercussão
O também presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi ao twitter para repudiar o atentado. “Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o Deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie”.
O candidato ao governo paulista pelo PSDB, João Doria, também se solidarizou em nota. “Transmito a minha solidariedade ao deputado Jair Bolsonaro e aos seus familiares. Eleição não se faz com agressão. A covardia de um ato que agride um candidato deve ser condenada com veemência”, diz a nota.
Candidato a vice na chapa do PT ao Planalto, Fernando Haddad classificou como “absurdo” e “lastimável” o incidente. “Nós, democratas, temos que garantir o processo tranquilo e pacífico e reforçar o papel das instituições”, declarou Haddad, ao ser informado sobre o episódio, durante entrevista ao canal MyNews.
O candidato João Amoêdo (Novo) disse que é lamentável e inaceitável o que aconteceu. “Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência. O Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres. A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato.”
Marina Silva (Rede) foi mais outra a se pronunciar: “A violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia. Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso país.
Assim como Manuela D’Ávila (PCdoB): “A eleição deve ser espaço de debate de alternativas para o nosso país, não de ódio e violência. Lamentável o episódio envolvendo candidato à Presidência Jair Bolsonaro hoje. Condenamos ataques a qualquer candidatura. A violência e o ódio não servem para o Brasil e nosso povo”.
E Henrique Meirelles (MDB): “Lamento todo e qualquer tipo de violência. O Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz. Temos que ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros. Desejo o pronto restabelecimento do candidato Bolsonaro.”
Álvaro Dias (Podemos): Sobre o episódio da facada no candidato Jair Bolsonaro, quero afirmar aqui que repudio todo e qualquer ato de violência. Por isso a violência nunca deve ser estimulada. Eu não estimulo.
O presidente Michel Temer também se manifestou e disse que o país não pode admitir gestos de intolerância política. “É lamentável para nossa democracia. Que sirva de exemplo. Se Deus quiser, o candidato Jair Bolsonaro passará bem e não ocorrerá algo mais grave”, disse. “Isso revela algo que devemos nos conscientizar. É intolerável a intolerância que tem havido na sociedade brasileira. É intolerável que falseiem dados na campanha eleitoral”.
Confira o momento em que Jair Bolsonaro é esfaqueado em Minas Gerais:



ConversionConversion EmoticonEmoticon