Todo cidadão tem direito de
escolher a forma como deseja ser chamado. Partindo deste princípio, anotação
dada por unanimidade no STF, as pessoas trans podem alterar o nome e o sexo no
registro civil sem que se submetam à cirurgia.
Com o resultado, o interessado na troca poderá se dirigir diretamente a um
cartório para solicitar a mudança e não precisará comprovar sua identidade
psicossocial, que deverá ser atestada por autodeclaração de quem manifesta
o transexualismo.
Em Caicó, o primeiro registro foi
concedido hoje. Ingrid Lorrany Teixeira de Morais,
transexual, 19 anos, conversou com o blog Jair Sampaio e falou da felicidade de
ter o nome que sempre sonhou em todos os documentos pessoais, incluindo o
registro de nascimento.
"Nasci com a alma de mulher
preza ao corpo de homem, então, perante o tempo decidi lutar para vencer isso e
me identificar pela minha alma, e não pelo meu sexo, aliás, pelo que me sinto
bem em ser chamado", disse Ingrid Lorrany.
Para os seus seguidores nas redes sociais, Ingrid disse o seguinte:
"SONHO REALIZADO:
Queria hoje passar para agradecer o 2• cartório de registro civis de Caicó, pelo encaminhamento do meu processo encaminhado ao ministério público, no qual alteração de meu nome é sexo no meu registro e em todos os meus documentos com o meu nome é gênero no qual mim identifico. Eu fui a primeira transexual de Caicó a obter essa luta na justiça e a vencer e realizar esse sonho. Eu hoje mim chamo :INGRID LORRANY TEIXEIRA DE MORAIS, com muitas lutas e batalhas mais com a certeza que realizei perante a mim e a justiça brasileira mim identificar pelo que na verdade mim sinto. OBG ao promotor de justiça Geraldo Rufino por ter concedido o meu requerimento."
AGRADECIDA
Que venha as demais lutarem para conquistarem e que siva de exemplo.
Agradeço pelo imenso apoio de rebeka de França obg.




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