Setor de serviços tem mais empresas e trabalhadores, mas receita encolhe no RN


O número de empresas ligadas ao setor de serviços cresceu 7,5% no Rio Grande do Norte entre os anos de 2015 e 2016, último período analisado. De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços, publicada nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eram 11,6 mil empresas abertas no Estado em 2016, contra 10,8 mil no ano anterior.
A quantidade de pessoas ocupadas no setor também subiu, segundo a mesma pesquisa. Em 2016, havia no RN 135,4 mil trabalhadores em serviços, uma média de 11 pessoas para cada empresa. Isso representa 7,2% de todo o pessoal ocupado no setor de serviços no Nordeste. A região, ao todo, continha no mesmo período quase 1,9 milhão de pessoas empregadas no segmento.
Em relação aos salários, retiradas e outras remunerações, os trabalhadores do setor de serviços no RN retiraram em 2016 mais de R$ 2,4 bilhões. Com isso, o Estado tem participação de 6,4% na região Nordeste.
Apesar do aumento no número de empresas e pessoal ocupado, a pesquisa do IBGE mostrou que a receita bruta total gerada no setor de serviços praticamente não se alterou de 2015 para 2016 no Rio Grande do Norte: ficou estagnada na casa dos R$ 9,8 bilhões, caindo R$ 15 milhões de um ano para outro.
Os principais segmentos de serviços em termos de participação na receita total foram: serviços prestados às famílias (21,5%); serviços profissionais, administrativos e complementares (28,1%); serviços de informação e comunicação (22,4%); e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (18,9%). Esses segmentos geraram 91% da receita bruta de serviços no Estado.
A participação dos serviços prestados principalmente às famílias (na receita total de serviços do Rio Grande do Norte diminuiu 1,5% em 2016, resultado atribuído à redução das receitas do setor de alojamento e alimentação.
Ainda na pesquisa, destaca-se a manutenção do ritmo de crescimento da receita bruta dos serviços de informação e comunicação (4,1% em relação a 2015) e a retomada do crescimento da receita dos serviços profissionais, administrativos e complementares, 8,4%, mesmo no contexto de crise econômica e redução da receita bruta total.
Em todo o País, a pesquisa mostrou que o setor de serviços tinha 1,3 milhão de empresas em 2016, que geraram R$ 1,5 trilhão de receita operacional liquida e R$ 871,7 bilhões de valor adicionado bruto.
O setor empregava 12,3 milhões de pessoas, que receberam R$ 327 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações. No entanto, como consequência direta da crise, o estudo contabilizou 410 mil postos de trabalho a menos do que em 2015, uma queda de 3,2%.
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